“ENTÃO, VOCÊ TEM UM COREL DRAW…”
Saiba porquê a qualidade de execução de uma peça não é determinada pelo software que você utiliza e sim pela sua visão do contexto.
Se você já teve qualquer contato com o mundo do Design Gráfico e do Web Design, sabe que há uma verdadeira guerra entre fãs de Corel Draw (programa de ilustração da canadense Corel) e fãs do Illustrator (programa de ilustração da americana Adobe). Existem defensores acalorados, de ambos os lados, defendendo a utilização de um ou de outro software, muitas vezes, ligando o software que você utiliza com o potencial que você pode ter, “Corel é para amadores, Illustrator é para profissionais”.
Existe um volume da Coleção Info da Editora Abril, atualmente nas bancas, discutindo em profundidade as principais diferenças entre o Corel e o Illustrator - e para surpresa dos mais acalorados, quando a questão é custo x benefício, a equipe da Info considera que o Corel Draw leva a melhor. Se você não acredita, compre a sua edição e confira (não estou recebendo nada da Abril para isso, mas a edição é realmente boa).
Mas será que é só isso? Você coloca o software mais profissional no seu computador e de repente se torna um ótimo profissional???

Diretamente do Freelance Switch
Não precisa arriscar muito para dizer um simples NÃO.
Assim como todas as atividades bem executadas, uma série de fatores entra na formação de um produto/serviço de qualidade. Quando falamos em Design, a situação fica um pouco mais complicada. Existem muitos clientes que encaram a produto de um Design como fruto apenas e inspiração e gosto. É difícil lidar com eles… Mas é mais difícil lidar com os profissionais que perpetuam essa idéia, pois não sabem mostrar aos clientes os passos envolvidos no desenvolvimento daquela peça - ou pior, que não executam esses passos e fornecem mesmo algo que é fruto exclusivo do acaso.
Nesse post, e em posts futuros, em todos os assuntos, existe um conceito fundamental que eu gostaria de repassar várias vezes em diversos conceitos:
05W01H
Aqueles que estiverem familiarizados com a criação de textos jornalísticos, ou o planejamento de ações poderão conhecê-lo com outro nome. Eu prefiro 05W01H porque consigo relacionar melhor com a sua origem:
- What -> O quê?
- Where -> Onde?
- Why -> Por quê?
- When - Quando?
- Who - Quem?
- How - Como?
Você ainda não está vendo como esse conceito se aplica a uma visão básica de conceito em Design? Então vamos em frente…
Com essas 06 perguntinhas, você pode saber tudo o que é preciso saber sobre o seu trabalho. Para ser sincera, você nem deveria começa-lo se alguma dessas perguntas ainda for uma incógnita - ou até pode fazê-lo se gostar bastante de retrabalho ou refação.
Veja só:
-
O quê?
- Parece óbvio, mas não é. Seja você designer ou não, é muito fácil ouvir o pedido “Eu queria que você fizesse algo para divulgar a minha marca”. Nessa, um publicitário pensa em uma campanha, o designer em uma nova papelaria, o jornalista em um press release… E quando o cliente volta, ele estava mesmo pensando em uma faixa de promoção no meio de uma avenida. Antes de começar qualquer coisa e desperdição hora valiosas do seu tempo, tenha certeza do que deve ser feito… Nem que esse “o quê fazer?” seja “03 propostas diferentes para a divulgação de uma marca”.
-
Onde?
- Onde seu trabalho será veiculado? Você está planejando um jornalzinho da igreja? Ou um flyer que irá por e-mail? Entenda que esse “onde” irá impactar em muito na sua produção. Se o destino do seu trabalho será uma reprodução via xerox, não faz muito sentido desenvolver tudo em cores não é mesmo? Idéia oposta vale para o flyer: se você não tem custo de impressão, sua preocupação passa a ser apenas o peso do arquivo que será enviado.
-
Por quê?
- Saber o porquê da peça é fundamental. Você já deve ter visto vários folhetos de divulgação “compre agora mesmo” em que o endereço e telefone da loja aparece minúsculo em um canto, ou até mesmo alguns em que ele nem aparece. Saber o que motivou a criação desse trabalho é fundamental para executá-lo de acordo com o objetivo - ou mesmo criar novas soluções mais adequadas.
-
Quando?
- Aqui, você pode encarar sob dois aspectos: quando seu trabalho será divulgado, e quando seu trabalho deverá ser entregue por você. Você, melhor do que ninguém, deve conhecer a sua capacidade produtiva. Se você tem uma semana para fazer um site, talvez não seja a melhor hora de aplicar aquela programação em Ajax que você acabou de aprender. Talvez seja melhor para você e para o seu cliente se você simplesmente se ativer aquilo que faz bem, e caso sobre tempo, lapidar um pouco mais o trabalho.
-
Quem?
- Encare essa pergunta sempre em três níveis:
- Quem fará a aprovação?
- A quem a peça se dirige (seu público-alvo)?
- Quem trabalhará junto a você.
- Ter em mente esses três níveis, ajuda porque se você sabe quem vai aprovar definitivamente seu trabalho, sabe exatamente quais opiniões devem ser levadas mais em consideração. Se você sabe a quem sua peça se dirige, trabalha a linguagem mais adequada a esse público. Se você sabe quem trabalhará junto a você, sabe o apoio (ou os obstáculos) com que pode contar.
- Encare essa pergunta sempre em três níveis:
-
Como?
- Em textos futuros eu pretendo aprofundar essa questão, mas o como aqui, entra como um passo a passo do que deve ser feito. Esse passo a passo não requer mais do que uma folha de sulfite na qual você planeja todas as etapas necessárias para executar sua tarefa. Esses passos servem como checklist da execução, para garantir que você não se perca no caminho.
Saber tudo isso, sobre qualquer trabalho que você pretenda executar, é de longe mais importante do que o software que você irá utilizar. Quer um exemplo? Tenho uma formação técnica em edificações, por lei, posso projetar e me responsabilizar por residências até 80m². Recentemente, tive que fazer um layout para meu novo escritório, que ficou assim:

Fiz no AutoCAD? Fiz no Microsoft Visio? Algum programa de layout específico?
Não… Fiz no PowerPoint… Por quê? Por que várias pessoas queriam brincar com a disposição dos móveis. Quem, fora um profissional da área, teria o AutoCAD instalado em sua máquina? Mesmo que tivesse, qual a possibilidade de saber mexer com ele? O Visio, apesar de mais acessível, não está na maioria dos pacotes Office comprados no mercado. Sendo assim, optei por um programa que pudesse me dar a escala necessária, e com o qual a maioria das pessoas estivesse mais familiarizada com o funcionamento.
Haverá um momento em que trabalhar com o programa mais adequado fará uma completa diferença. Mas se você, no momento, não sabe qual é essa exata diferença, há um grande risco que você esteja utilizando uma metralhadora para matar mosquitos.
Se você gostou desse artigo, por favor deixe um comentário or assine as postagens e receba os artigos futuros no seu leitor de RSS ou e-mail.

Existe um volume da Coleção Info da Editora Abril, atualmente nas bancas, discutindo em profundidade as principais diferenças entre o Corel e o Illustrator - e para surpresa dos mais acalorados, quando a questão é custo x benefício, a equipe da Info considera que o Corel Draw leva a melhor. Se você não acredita, compre a sua edição e confira (não estou recebendo nada da Abril para isso, mas a edição é realmente boa).
[…] a mat?ria em: dekanun.com Postado por Alberto - Arquivado em […]