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Roteiros Hipermídia para a Criação de Treinamentos Online (e-learning)
Posted by Prix Dekanun in DESIGN INSTRUCIONAL on 27 de junho de 2009
Hoje disponibilizei no “Slide Share” a minha apresentação sobre Roteiros Hipermídia realizada nesse sábado, na PUC-SP.
Relacionada com Jornalismo, e relacionada com Design Instrucional, a idéia da apresentação é mostrar que os métodos existentes para a comunicação online multimídia (sejam eles vindos do jornalismo, da publicidade etc.) são extremamente efetivos para a criação de um método prático de produção de conteúdo para treinamentos, instruções e geração de conhecimento.
Qualquer simplificação, me desculpem que esse é o trabalho de uma madrugada, de uma profissional da área que não acredita em termos como “pedagogia” e “educomunicação”…
Mas isso é assunto pra outro post!
OS TRÊS NÍVEIS DO DESIGN INSTRUCIONAL: CONTEÚDO, TEXTO E IMAGEM.
Posted by Prix Dekanun in DESIGN INSTRUCIONAL, NOVIDADES on 25 de maio de 2009
A abordagem que considero nesse texto é extremamente pessoal, e está muito mais ligada a prática do dia-a-dia do que com qualquer teoria sobre Design Instrucional que você pode facilmente pesquisar por aí. Mais do que ajudar profissionais da área, a idéia aqui é ajudar o pessoal que contrata o Design Instrucional; que muitas vezes não compreende o processo de trabalho que culmina muitas vezes em um StoryBoard ou um Roteiro de Treinamento . Um pouco de clareza sobre o processo pode ajudar as duas partes a trabalharem de maneira mais prática – e sem dúvida com muito menos estresse.
CONTEÚDO, ou a Arqueologia empresarial.
Muito antes que o primeiro parágrafo de texto seja escrito, ou o primeiro slide de StoryBoard seja montado, existe o que eu gosto de chamar de “arqueologia empresarial“. Grande parte das empresas sabe que o que possui de mais importante em conhecimento está na cabeça dos responsáveis por cada função – e na maioria das vezes esse é um dos motivos que as leva a idéia de fazer o treinamento; mas no momento da criação de um treinamento online, essa questão fica absolutamente explícita.
Nesse momento vale tudo para tentar capturar o conhecimento tácito presente. Entrevistas com o profissional especialista, apostilas e vídeos de antigos treinamentos, slides de apresentações, pesquisa em fontes relacionadas ao tema (sites, revistas e livros). Num primeiro momento, averiguamos a quantidade de assunto e a profundidade que podemos chegar. Só num segundo momento, iremos “aparar as arestas” diante da elaboração de um escopo do treinamento, relacionados aos objetivos que pretendemos cumprir.
Nessa fase, o designer instrucional:
- Coleta os materiais disponíveis.
- Entrevista os especialistas envolvidos.
- Elabora o plano de treinamento, semelhante a um briefing do curso, contemplando público-alvo, cenário, abordagem e ementa do curso.
TEXTO, falando a língua correta.
Fazer treinamento online não é colocar arquivos de PowerPoint, Word e PDF’s online para serem baixados. Pelo menos, não é só isso. Na hora do texto, chega a hora de contar a história adequada ao público correto; de acordo com as suas características de compreensão e acesso – não existem “fórmulas mágicas”.
Pensamos no texto como ferramenta para ligar os pontos. Avaliamos o volume de informação adequado ao público; por exemplo: advogados, médicos e representantes de outras profissões que lidam diariamente com grandes volumes de texto gostam de mais profundidade textual, detalhes e uma formaobjetiva de encontrar o que procuram. Com esses usuários você pode ser mais extenso – é o que eles esperam inclusive – mas já não são o público adequado para desenvolver metáforas, histórinhas, animações e sons. Eles sabem o que querem obter do treinamento, e o principal objetivo é: chegar logo ao ponto.
Em outros casos, a consideração é exatamente oposta. “Se eu quisesse ler apenas, comprava um livro”, é uma afirmação recorrente. Para esses usuários, a sua preocupação é encontrar uma maneira lúdica, interessante e chamativa de exibir o conteúdo.O texto que será escrito terá que atender a essas necessidades, sendo sucinto e criativo, sem perder de vista os objetivos do treinamento.
Nessa fase, o designer instrucional:
- Elabora o roteiro do treinamento, verificando quanto texto será preciso para comunicar os principais pontos necessários ao treinamento.
- Elabora as tarefas, testes e avaliações.
- Fecha a estrutura do treinamento.
IMAGEM, porque um rostinho bonito não é tudo, mas é boa parte.
Alcançamos um estado de desenvolvimento técnico muito significativo. Se a capacidade da banda larga brasileira não é muita comparada as possibilidades internacionais, já permitiu a popularização de itens que eram impensáveis há anos atrás como: assistir vídeos, escutar rádios online, participar devideo-conferências, baixar podcasts e videocasts.
Tudo isso provoca expectativas altas em relação ao conteúdo produzido para treinamento. Se você pode ver um vídeo de maneira fácil e rápida no youtube, porque não pode fazer mesmo no seu treinamento? Some a isso as discussões sobre afirmações como “as pessoas não leem mais” e temos boa parte das principais questões levantadas sobre a importância da imagem em treinamentos.
Cabe ao Designer Instrucional separar e orientar, nesse mar de opções, como deve ser ilustrado o conteúdo do curso – seja isso realizado com uma imagem, uma ilustração ou um vídeo do YouTube. Mesmo que a execução final e operacionalização disso não sejam de sua responsabilidade.
Nessa fase, o designer instrucional:


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